Hoje fui “tirar” o CÚ do Cidadão (Cartão Único, seus depravados).

É depressivamente tecnologicamente retrógrado. Só se aproveita o certificado.

  • Digitalizam (com péssima qualidade) a assinatura (o que por um lado até é bom).
  • A câmara fotográfica que auto-detecta a nossa altura, não permite estimar a margem de erro do calçado (tem de ser corrigido à posteriori).
  • As fotos têm uma qualidade perto do péssima, dizer má seria dizer bem daquilo.

Sobram uns conselhos:

  • Levem todos os vossos cartões do estado porque senão o tempo perdido nas filas pode ser para nada
  • Para evitar as filas, telefonem para fazer uma marcação (resulta bastante bem, chegamos pontualmente e fomos atendidos pontualmente.) Salientei *PONTUALMENTE* suficientemente bem? Foi a principal surpresa… pela primeira vez numa intervenção com o Estado não só não esperei como saí mais cedo do que o esperado.
  • Não dêem dados demais (ex: telefone, email, etc…). A morada física já é muito e q.b.
  • Vão arranjadinhos a menos que queiram acabar como eu, a parecer um foragido de Guantanamo.

Porque quero ser um Cidadão com CÚ? Bem, tenho que… tendo alterado o meu Estado Civil neste ano, sou obrigado a renovar alguma da minha documentação… hoje em dia isso implica tirar o CÚ do Cidadão.

PS: um amigo escreveu:  «Em cartões e outras identificações perante o Estado, retrógrado é bom. Obsoleto melhor ainda.». Acho que concordo :)

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