That god-awful upcoming european copyright directive revision…

So the European Comission and Parliament wants to give more power to the copyright maximalism extremists, sorry… to revise the european copyright directive…

Among other issues they want to:

  • tax links to news sources (article 11)
  • censor before pubication anything citizens want to publish online under the excuse of “protecting” against copyright infringement (article 13)

Article 11

The first one is moronic, andI will do all my best to lead to the death of the publishers of news sources who support this.

No more sharing of article, no more links.

I may personally not be liable BUT any social network I participate in is, and if they deem my website as commercial in any way or form even I may be liable because of what users publish as comments.

This is absurd, links drive potential customers to you, guys. Wanting to cash-in because a link and a short excerpt points to your page is a very misguided idea driven by avarice.

This is what you deserve: a very slow death by nobody using your services because nobody knows of links to you.

I will do my best with this regard. If you can die slowly and painfully (as a business, not as persons), I will watch with a smile on my face.

Ear to ear grin, guys. Not a slight Amazon-like smirk. Ear to ear…

Article 13

Guys… this is censorship at the full extent of the meaning of the word. Government mandated rules that prevent publishing for some specific reason.

If you believe that software can properly detect copyright infringement, then I have a good piece of land on  the moon to sell you really cheap. I promise to provide a good deed of proof of ownership! Really!

And if you needed any proof, then here it goes… a most recent and obnoxious case where Sony claims copyright of Bachs works on Facebook. Seriously?

Do not even dream for a second that is will get refined and work in the future.

It won’t. Artifical Intelligence will sooner take over our society and replace it with repetitive robotic work than do this properly.

And this leeds to a slippery slope of censorship where other rules will be added to the censorship machines…  and in fact… really… they’re already doing it… now they’re adding the “rules against terrorism”, I wonder how many steps until you can’t say something against the european authority…

Sobre a mudança (ou não) de hora… Venha a hora Primavera/Outonal

Parece que a Comissão Europeia está a dar até Abril do próximo ano para os Estados-membro indicarem qual a hora que pretendem manter: Verão ou Inverno.

Nota: teria aqui um link para os artigos d’O Público sobre isto, mas na sequência da mais que provável aprovação da diretiva europeia que legitima a cobrança de taxas pelos links, não pretendo mais colocar links para qualquer órgão noticioso tradicional..

Acho que é de louvar que pelo menos uma vez a Comissão Europeia dê ouvidos aos cidadãos sobre algum tema, seria de esperar que tivesse a mesma atitude no que diz respeito à revisão da diretiva europeia sobre direitos de autor, pelo que de momento temo apenas por… “what’s the catch“…

Que 79% dos portugueses prefiram a hora de verão não me admira nada, como país que por causa do turismo só tem a ganhar com mais exposição solar durante o dia, sobretudo no verão, seria algo muito preferencial.

Por outro lado, há quem diga que isto também tem outros efeitos nefastos.

Ou seja, independentemente de qual a opção tomada, há vantagens e desvantagens.

Qual o caminho a seguir?

Eu pessoalmente acho que a UE podia toda ajustar apenas meia hora e ficar algures a meio sem mudança de fuso horário daí para a frente.

Este meio-termo parece-me mais viável e algo que equilibra os argumentos a favor e contra cada um dos lados. Chamemos-lhe a hora da Primavera-Outonal…

Efetivamente não o conheço, Marinho e Pinto… #linktax #censorshipmachines #ep #juri #portugal #copyright #directive #voteno

Marinho e Pinto é o único eurodeputado português presente no comité JURI (que trata com os assuntos jurídicos) e fez umas revelações à Exame Informática numa entrevista do meu estimado Hugo Séneca.

Hugo, desculpa mas não vou colocar o link. Não quero que o Artigo 11 da proposta de diretiva do direito de autor no mercado digital me venha a causar sarilhos e esta entrevista deixa-me com medo…

Na enrtevista Marinho e Pinto diz à boca cheia, a respeito de ser um eurodeputado no qual as pessoas depositavam a esperança de que pudesse travar a diretiva:

As pessoas que tinham essa expectativa não me conhecem.

Efetivamente não o conheço, Marinho e Pinto, pois pensava muita coisa positiva a respeito de si e afinal estava redondamente enganado.

Pensava que lesse as propostas de diretiva, mas pelos vistos não lê. Os artigos mais polémicos não são o “11º e 14º” mas sim o 11º, #linktax, e o 13º #censorshipmachines.

Pensava que entendesse que o #linktax não é contra o Google, é contra o funcionamento da Internet e eu, no meu blog, que é meu e não de uma outra plataforma qualquer, posso estar afetado também.

Pensava que entendesse que os filtros de upload são automáticos e no momento do upload. Não se trata de impedir pirataria mas de censurar o que um algoritmo considerar ser um positivo.

Pensava que entendesse que conhecesse o conceito de falso positivo, e neste tipo de tecnologias o problema não são os positivos mas os falsos positivos.

E há muitos falsos positivos, é por isso que os humanos são ainda muito melhores que as máquinas a identificar coisas (e por muito tempo continuarão a ser na minha opinião não leiga na matéria).

Pensava que entendesse que a disparidade de leis faz com que estes “positivos” sejam diferentes consoante a área geográfica do observador.

Pensava que entendesse que a partir do momento em que máquinas de censura prévia estejam implementadas, será trivial estender o seu controlo a conteúdos tidos como subversivos contra um regime autoritário seria trivial, bastaria colocar as keywords certas.

Pensava que iria defender a liberdade de expressão, que se encontra seriamente ameaçada.

Pensava que fosse defender os interesses dos cidadãos

Pensava que fosse defender os interesses dos autores, que cruzam, misturam e remisturam, apontam para a informação e muito mais.

Pensava que fosse impermeável a fortes lobbies de entidades corporativistas de gestão coletiva que apenas representam uma pequena porção de autores.

Pensava que não fosse desviar as atenções para fantasmas que são desmistificados por estudo atrás de estudo.

Enfim, pensava que fosse uma pessoa equilibrada, em vez de um extremista maximalista do direito de autor.

Mas efetivamente… não o conheço, Marinho e Pinto.

Pre-announcing my musings on GDPR

I’ve only very recently really had to face some of the GDPR “niceties” as member of the board of a Portuguese association (ANSOL).

From the brief discussion we had, even though I’m a staunch supporter of privacy rights, I had this gut feeling quite reinforced:

GDPR looks like another stone in the Roman road (of Good Intentions) to Tartarus.

You can quote me on that if you want. I already am quite convinced that other stone (The Right to be Forgotten) was a huge mistake prone to abuse by miscreants unwilling to have egg on their online faces…

Now I have to read it, I bet I will find lots of issues…

Stallman’s great talk on surveillance

When did the great Richard Stallman start using slides?

Well, I don’t mind, they’re cute and funny!

image

“Should we have more surveillance than the USSR?” is a highly recommendable talk!

I’ll update this post later with more photos.

Contratos deixam de poder ser celebrados por telefone

Contratos deixam de poder ser celebrados por telefone – PÚBLICO

Boa!

Muito abuso têm feito com isto. Já por duas vezes rebati (felizmente com sucesso) a EDP e a NOS (então Zon) que vinham alegando que eu por telefone tinha negociado redução do serviço.

Com a NOS tiveram o azar de eu ter contrato em papel na mão, assinado 3 meses antes da alegada redução para quase nada.

Então dizem que meros 3 meses depois de eu assinar um contrato para aumentar significativamente o serviço fui por telefone reduzir para menos do que tinha quando subscrevi serviço na TVCabo? Ora provem lá isso, que eu tenho aqui o contrato…

“Ai tem o contrato? Aguarde um momento por favor”

🙂

Já a EDP tentou alegar que o débito directo não estava autorizado e se eu autorizava novo mandato que mandavam novo contrato para assinar (provavelmente perdendo algum dos descontos).

Ao telefone tive literalmente de lhes gritar para que me enviassem provas do débito recusado, porque não voltava ao banco alegando problemas sem prova, e rejeitando qualquer responsabilidade por falhas, e ai deles que me cortassem a electricidade…

Como se recusaram a enviar, lá voltaram a tentar e deu. Que generosos!

Por isso telefone é muito giro e tal, mas tenham sempre o papel na mão…

Portuguese are DEFINITELY NOT LAZY…

Ooo… sorry for shouting. I hope I haven’t hurt your ears, specially if you enjoy that mantra about lazy Portuguese. Actually… the most people I hear it from are right-wing nuts parroting The Message their idols injected in their puny minds.

Here it goes, from OECD and restricted to the EU countries so it’s easier to understand:hours-worked-eu-2013One thousand, eight hundred and fifty two hours per year on average.

(Yes, I didn’t notice the graphic included other countries, I thought the EU filter reduced, and it did, the list of countries but it didn’t remove explicitly selected countries, I’ll fix that later)

Aha, your neo-liberal devil whispers in your ear… in average… now we got him!

Well, the definition of work for this graphic is:

Average annual hours worked is defined as the total number of hours actually worked per year divided by the average number of people in employment per year. Actual hours worked include regular work hours of full-time, part-time and part-year workers, paid and unpaid overtime, hours worked in additional jobs, and exclude time not worked because of public holidays, annual paid leave, own illness, injury and temporary disability, maternity leave, parental leave, schooling or training, slack work for technical or economic reasons, strike or labour dispute, bad weather, compensation leave and other reasons. The data cover employees and self-employed workers.

So this actually means that should you only consider full time jobs it would be an even higher value… and it’s not counting with “too many holidays”, or strikes, or whatever.

Reality calls, people…

(via Jan Wildeboer)

18 minutos para Lei da Cópia Privada – a Petição e a Democracia #pl118

O grupo de cidadãos que representou os mais de 8000 subscritores da petição “Impedir a aprovação da proposta de lei n° 246/XII, da Cópia Privada” [1] junto do Parlamento [2], vem manifestar publicamente o seu repúdio em relação ao inaceitável desrespeito pela democracia demonstrado neste processo pelos partidos da maioria. Foi agendada a discussão da supracitada petição para o mesmo dia da reapreciação da proposta de Lei, tendo sido destinado a ambas as atividades um tempo total de 18 minutos, 3 por grupo parlamentar. A discussão, se é que a tal chegará a curta conversa que a agenda prevê, terá lugar no dia 8 de Maio, durante a sessão plenária que se inicia às 10h.

Por outras palavras, os partidos da maioria preparam-se para forçar a aprovação da Lei, remetida de volta ao Parlamento após justificado veto presidencial, fazendo da discussão da petição um mero expediente administrativo.

 A Lei vetada pelo Sr. Presidente da República aparece como resultado da negligência em cadeia de diversas instituições envolvidas: Conselho de Ministros, Comissão de Assuntos Constitucionais Direitos Liberdades e Garantias (CACDLG), Grupos Parlamentares e Presidência da Assembleia de República. Mas uma reapreciação forçada pós-veto presidencial será com grande probabilidade ação direta do líder do Governo.

 Num momento em que se discute a harmonização de políticas digitais a nível europeu, o Parlamento prepara-se para aprovar uma lei duvidosa nos objetivos, arbitrária nos pressupostos, obsoleta no contexto e danosa nos resultados [3]. Os portugueses ficarão mais longe de uma economia competitiva ao terem de suportar este novo imposto que tornará os dispositivos digitais muito mais caros em Portugal.

 Assim, repetimos a questão apresentada por várias associações nos últimos dias: a quem serve esta Lei? E porque razão se sente a maioria PSD / CDS-PP, contra o bom senso, a razão e um veto presidencial, na obrigação de aprová-la?

[1] – http://www.peticaopublica.com/pview.aspx?pi=impedir-pl246

[2] – https://www.youtube.com/watch?v=UN3hT2bIUOs

[3] – http://jonasnuts.com/5-perguntas-dos-peticionarios-0-507278

Nota: texto publicado também pela Jonas, como membros do grupo de cidadãos do qual fizemos parte junto com o Gustavo Homem e o Pedro Veiga

Dívidas cobradas a clientes?

Têm surgido umas notícias algo surreais onde se alega que alguns clientes de restaurantes são intimados pela Autoridade Tributária a pagar as dívidas dos restaurantes que frequentam.

Isto é de tal forma surreal que merece alguma análise aos factos

  1. não há um único “cliente” que se tenha identificado e dito: a chamada que recebi no dia tantos às tantas horas foi a tal em que a AT me contactou. Podem verificar com os meus registos telefónicos
  2. este sistema de faturas tem vários problemas, mas contribuiu imenso para um setor de mercado conhecido por fuga ao fisco passar muito mais faturas (os problemas vão desde a privacidade dos cidadãos perante a AT ao absolutamente bronco e inseguro sistema de certificação dos sistemas de faturação eletrónica que inclusive proíbe o Software Livre de participar neste mercado, as aplicações supostamente livres têm pelo menos de ter um determinado componente proprietário)
  3. os únicos que aparecem a contar a história são agentes com participação no sector com o poder de tornar anónimos os relatos, seguem exemplos com base neste artigo do Dinheiro Vivo:
    1. «O caso contado ao JN por um empresário de restauração» qual?
    2. «este empresário recebeu um telefonema de um cliente» quem?
    3. «o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, Domingues de Azevedo, que disse ter conhecimento de vários casos» não os denunciou porquê?

Ora vejamos, o que se passa aqui?

Será que esta frase atribuída ao bastonário dos TOC não diz tudo?

estas situações são um abuso e acontecem “porque há uma utilização indevida da informação do e-factura”.

Pois é, até podia ser, não fosse o fato de que quem se queixa é quem tem a ganhar com o fim deste sistema em detrimento de nós, cidadãos comuns, assalariados e com impossibilidade de fuga ao fisco no que diz respeito aos nossos rendimentos.

Se fossem cidadãos a queixarem-se da perda de privacidade, eu concordaria. Mas como é quem ganha financeiramente com o fim do sistema que está a reclamar, parece-me que se passa algo mais próximo dos artigos vendidos por Ordralfabetix, peixe menos que fresco.

ordralfabetix
As queixas contra o e-fatura dos restaurantes e do bastonário dos TOC

O papel dos órgãos noticiosos que não olham para estas queixas com olho crítico é mais uma fotografia lamentável do estado do jornalismo.