Ok, foi lerdice nossa admitidamente pois sempre viajamos dentro da Europa, mas hoje por volta do meio dia dizem-nos que necessitamos de passaporte para uma viagem. É o pânico total! Uma maquia razoável em vias de ir para o lixo.

  • Mal recebemos a notícia, tentamos descobrir como nos resolver, e dizem-nos que o melhor é ir ao Governo Civil. Sábado, estão a ver? Correria louca até à Loja do Cidadão mais próxima. Não há hipótese, só recebem os pedidos e depois encaminham para o Governo Civil, na melhor das hipóteses às 16h de Segunda é entregue. Está o leite a entornar…
  • Correria para o Governo Civil, chegamos lá já às 13, porta fechada claro. Leite todo entornado no chão.
  • Entretanto a burra da agência (o muito prestável que foi não compensou a burrice infelizmente) agenda-nos um avião que parte às 11 de Lisboa para ligar com o nosso em Madrid. Alguma esperança… o Governo Civil abre às 9…
  • Vamos à TAP para confirmar/pagar a nova reserva. Não pode ser, temos de pagar à agência e eles não nos dizem mais nada. De qualquer das formas, o check-in fecha uma hora antes do voo (10h portanto), e o avião chega apenas 2h antes do voo em Madrid, logo a probabilidade é de falhar o voo em Lisboa, e caso fosse apanhado de falhar em Madrid. Leite novamente entornado.
  • Telefonamos a amigos que nos mencionaram que no SEF seria possível. Volta a haver esperança.
  • Falamos com seguranças: não, apenas para levantar passaportes. Para emitir novos, só no serviço central do SEF que está fechado e reabre Segunda-feira. Leite novamente entornado.
  • Mas não desisti, começo a alegar querer levantar um passaporte já emitido e os seguranças lá me explicam que há um telefone com uma iluminação verde à sua volta, onde podemos ligar para o SEF (a extensão está escrita num painel por cima do telefone).
  • falamos com o SEF: é tirado no momento, precisa de duas fotografias, e custa 120.10€ por pessoa.
  • Combinamos um ponto de encontro, esperamos, esperamos vão 10 minutos, nada. Tentamos falar outra vez: «Ainda não foi aí ninguém? Então já aí vai.»
  • Esperamos, esperamos, no total já vão 3/4 de hora à espera numa secção do aeroporto onde não há nenhum local excepto o chão para uma pessoa se sentar até que volto a telefonar, e desta vez chega um agente do SEF para nos buscar.
  • Seguimos pelo aeroporto adentro, até que ouvimos alguém a chamar, como o agente ignorou e continuou, nós também o fizemos, até que fomos interpolados por um segurança da Prossegur que exigia que fossemos revistados.
  • O agente do SEF nem me deixou justificar-me dizendo que ali quem fala é ele, e tentou explicar firmemente ao segurança que aquela área do aeroporto é do SEF, e é ele que nos está a acompanhar, que não temos nada que passar na área de controle da Prossegur.
  • Mas o segurança não saia da dele, embora se tenha visto limitado a nos acompanhar até ao posto do SEF enquanto trocavam mimos.
  • Depois o agente esclareceu-nos: onde é que isto iria parar se ele deixasse que um segurança (que é um civil) achar-se com mais autoridade que a polícia, especialmente dentro da sua (SEF) própria jurisdição.

Em suma: um inferno de stress das 12 às 22:30, que teve um final feliz. 1h e 240.20€ por um par de documentos válidos por seis meses, mas era deitar fora isso ou 5 vezes mais sem qualquer proveito.

Moral da história:

  1. não recomendo como a forma de obter um passaporte
  2. mas numa emergência e estando tudo o mais fechado…
  3. peguem em «120.10€ + 2 fotografias + bilhete de identidade» por pessoa e dirijam-se aos telefones verdes no aeroporto de Lisboa para chamarem por alguém do SEF para a emissão de passaportes urgentes.

Os meus muito agradecidos parabéns aos agentes do SEF. Foram extremamente simpáticos, muito prestáveis, e salvaram-nos as férias.

Temas: , ,

Tags: , ,

This entry was posted on Sábado, Setembro 27th, 2008 at 23:03 and is filed under Uncategorized. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. Both comments and pings are currently closed.

Comments are closed at this time.